Ontem à noite, como habitualmente, me chamei para sair a sós. Avisei a algumas pessoas - eu não queria parecer estar adorando fazer aquilo sozinho, rs. Mas foi um sucesso, o plano deu certo!
Eu não gosto, carente e patético que ora sou - sobretudo humano -, de me sentir sozinho. Muito embora, acho de um refino a habilidade de saber viver e ser feliz na lacuna que é a eventual ausência de outras companhias. Digo outras, porque "estar só" nunca é literal - mesmo na ausência física de outras pessoas, há sempre a presença/companhia "oculta" de tudo o que carregamos de nossas interações. Nossos afetos, dores, memórias, vulnerabilidades e impressões. Para uns, fantasmas assombrosos, para outros, entidades divinas e sagradas - há quem corra e há quem às invoquem.
A solidão nunca é vazia, com ela sempre há alguma coisa. Há quem a sinta pela dor do abandono, há quem a use como esquiva dos medos, e também há quem a tolere por coragem e desejo.
(Jonathan Julio)
Nov. 2020

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